O calor de Bangu não perdoa, e naquela sexta-feira ele parecia pesar ainda mais quando ouvi as palavras do meu próprio filho: “Sem grana, sem teto.” Eu, Jurema, sessenta e nove anos, ex-boleira,…
Ele achou que me cobrando quinhentos reais na casa que ergui com o suor de mil bolos me colocaria de joelhos. Sou a Jurema, sessenta e nove anos, ex-boleira de Bangu, e o meu filho vai descobrir que quem bate massa na mão não se curva para moleque. O calor de Bangu não perdoa ninguém. … Read more